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	<title>pascal-lamy &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/pascal-lamy/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "pascal-lamy"</description>
	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 03:15:13 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[The Death of Doha...Finally?]]></title>
<link>http://worldpoliticsblog.wordpress.com/?p=42</link>
<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 04:29:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>worldpoliticsblog</dc:creator>
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<description><![CDATA[The Doha Round of international trade talks collapsed (again) today.  It seems that the World Trade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>The Doha Round of international trade talks collapsed (again) today.  It seems that the World Trade Organizations Director-General, Pascal Lamy, was <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/14f5b5b6-5d98-11dd-8129-000077b07658.html">a bit too ambitious </a>in hoping that the countries would be able to hammer out a deal.  The Doha Round was supposed to be the “development round” of WTO talks.  Ironic, therefore, that the US is blaming the developing countries, especially India and China, for the collapse of negotiations.</p>
<p>So what really happened?  It seems that countries could not agree on new rules to cover agriculture.  It’s the same thing that’s held up the WTO for years. The United States and Europe refuse to cut agricultural subsidies to their farmers, India and China refuse to cut market protections for their farmers, and so on.  The influence of the domestic farm lobby in many countries is astounding.  Even after the US and Europe announced plans to trim subsidies (largely through a shell game which would mean few real cuts and leave open the possibility of subsidies doubling from current rates, as <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/dde1e23a-5da0-11dd-8129-000077b07658.html">Alan Beattie notes</a>) China accused US negotiators of <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/dde1e23a-5da0-11dd-8129-000077b07658.html">hypocrisy</a> in their demands to open markets in the developing world while protecting American cotton farmers through subsidies.  And India’s trade minister, Kamal Nath, accused the US of “<a href="http://www.ft.com/cms/s/0/14f5b5b6-5d98-11dd-8129-000077b07658.html">self-righteousness</a>”.  Not exactly the stuff of friendly trade talks.</p>
<p>So what remains?  Lamy is hopeful the talks may resume in the fall, but this seems unlikely given political developments in the United States and India and his upcoming reappointment to the WTO's directorate.  More likely, I think, is an increase in bilateral and regional agreements like NAFTA.  Globalization lite, so to speak.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[China e Índia endurecem posição na OMC]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=1158</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 22:47:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Correa Leite</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=1158</guid>
<description><![CDATA[Celso Amorim e Susan Schwab
Felizmente nem todos os governos tem a preocupação de se mostrar bem c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_1166" align="alignleft" width="220" caption="Celso Amorim e Susan Schwab"]<a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/07/celso-amorim-e-susan-schwab.jpg"><img class="size-medium wp-image-1166" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/07/celso-amorim-e-susan-schwab.jpg?w=220" alt="Celso Amorim e Susan Schwab" width="220" height="220" /></a>[/caption]
<p>Felizmente nem todos os governos tem a preocupação de se mostrar bem comportados perante os ricos como o brasileiro. Depois do Brasil ter cedido às pressões dos EUA e UE, a Índia e a China continuam mobilizando mais de cem paises dependentes contra as propostas de liberalização do comércio apresentadas na OMC - apesar da enorme pressão principalmente dos Estados Unidos. Em jogo está a própria viabilidade da OMC como instituição em um cenário que quase todos antevêem como de conflitos crescentes. Veja a cobertura das negociações nas matérias de Jamil Chade, da <strong>Agência Estado</strong>.</p>
<h2>China endurece posição e vira nova ameaça a um acordo na OMC</h2>
<p>Jamil Chade, GENEBRA, para <strong>O Estado de S.Paulo</strong></p>
<p>O governo da China endureceu sua posição no setor industrial na Rodada Doha e a Índia conseguiu reunir quase cem países para defender novas barreiras agrícolas no pacote que se negocia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ontem, o acordo que começava a se desenhar nos últimos dias deu sinais de rachadura diante da demanda de alguns de que fosse reaberto. A situação é tão delicada que a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, pediu a palavra no fim de uma reunião para apelar: não deixem o trabalho de sete anos ser jogado fora.<!--more--></p>
<p>A diplomacia brasileira, que já acatou o acordo, trabalha nos bastidores para convencer os demais emergentes a aceitar o texto final. Tanto a China quanto a Índia são vistos como as novas potências econômicas no cenário internacional. Agora, passam a usar seu peso para tentar moldar um acordo com base em seus interesses.</p>
<p>"Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado exitoso. Não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Lamentavelmente, alguns poucos mercados emergentes decidiram que queriam reequilibrá-lo a favor de outros assuntos", atacou Schwab. "O equilíbrio é tão delicado que se você estira de um lado, desequilibra de outro. Assim, vamos romper com o único pacto de êxito que tínhamos até agora."</p>
<p>Parte da surpresa veio da China. Pela primeira vez, Pequim foi convidada pela OMC para fazer parte de um pequeno grupo de países que toma as decisões na entidade. Na condição de segundo maior exportador do mundo, deixar a China de fora das decisões parecia difícil. Mas, agora, os mandarins da política comercial chinesa avisam a que vieram e deixam claro que não vão sair do processo sem ganhos claros.</p>
<p>Ontem, Pequim anunciou que não abrirá seu mercado para produtos agrícolas e têxteis, além de recusar a liberalização de seus setores industriais. "Não há garantias de que o pacote estabelecido sexta-feira sobreviva", afirmou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia. "Os temas continuam sem uma solução. Vamos tentar amanhã (hoje) ainda", disse Kamal Nath, ministro de Comércio da Índia.</p>
<p>Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, avisou aos países, no fim do encontro, que hoje traria um novo pacote e pediu que os governos passassem a noite "refletindo" para evitar um fracasso. Para seus assessores, estaria cada vez mais difícil desistir do pacote, pois vários países começam a ver sinais reais de benefícios. "Nunca estivemos tão perto de um acordo. Mas falta solucionar alguns pontos", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phillip Goff.</p>
<p>Um dos promotores abertos do acordo é o chanceler Celso Amorim, que já aceitou o pacote e sabe que terá benefícios. "Ao menos o barco continua navegando e não afundou", disse. Durante o encontro de ontem entre os ministros, um dos problemas foi a recusa da China em aceitar um texto que obriga os países a liberalizar totalmente dois setores industriais.</p>
<p>"Temos grandes problemas com isso", afirmou Sun Zhenyu, embaixador da China na OMC. "Uma liberalização nesse modelo teria implicações enormes para nós", disse.</p>
<p>Americanos e europeus apostam na abertura de setores como forma de vender a seus públicos as concessões no setor agrícola. Entre os alvos preferidos estão o de químicos, máquinas e veículos.</p>
<p>A Índia e a Argentina saíram em defesa dos chineses. "Deve ficar claro que não haverá a obrigação de negociar a liberalização de setores inteiros", afirmou Nath. Amorim, mais uma vez, tentou mediar a situação. "O texto já diz que será uma negociação voluntária dos setores. A frase é taxativa. Mas outros países ainda estão preocupados."</p>
<p>Outro movimento importante de ontem foi o estabelecimento de uma aliança de China e Índia com um grupo de cem países em desenvolvimento. O objetivo é a imposição de barreiras comerciais caso sofram um surto de importações de bens agrícolas depois de um eventual acordo na Rodada Doha.</p>
<p><strong>UE oferece ao Brasil cota ao etanol</strong></p>
<p>Nova proposta atrela aquisição ao consumo futuro europeu, permitindo elevar as exportações nos próximos anos</p>
<p>Jamil Chade, GENEBRA</p>
<p>A União Européia (UE) ofereceu ontem uma nova cota ao etanol brasileiro para tentar fechar um acordo com o Brasil na Rodada Doha. Para o Itamaraty, não haverá um acordo final enquanto não houver uma solução para o produto que é o carro-chefe da política comercial do governo Lula. Há dois dias, Bruxelas havia oferecido 1,4 milhão de toneladas em dez anos, mas o governo alertou que o volume seria insuficiente. Agora, apresentou novos números que começam a deixar o setor privado mais satisfeito.</p>
<p>Pela nova proposta, a cota estaria indexada pelo consumo futuro europeu, o que permitiria um incremento nas exportações nos próximos anos. "Estamos avançando o debate", afirmou o chanceler Celso Amorim, sem declarar que estaria satisfeito com o volume dado pelos europeus.</p>
<p>Mesmo assim, o setor privado brasileiro alerta que pressionará pela abertura de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) se a Rodada Doha não der uma solução e de fato reduzir as tarifas para a exportação do etanol nos Estados Unidos (EUA) e Europa. "Vamos ter de abrir uma disputa se não sairmos sem um acordo", alertou Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que foi até Genebra acompanhar o processo.</p>
<p>"Se o processo continuar como está, o etanol será o único produto que não será beneficiado da Rodada Doha", afirmou Jank. Ontem, o chanceler Celso Amorim confirmou que continua negociando um acesso aos mercados tanto da Europa como dos EUA e insinuou que não há como fechar um acordo sem uma solução para esse tema.</p>
<p>Nas negociações com a UE, a proposta inicial de Bruxelas significaria um congelamento do atual comércio pelos próximos 20 anos, o que não foi aceito pelo País. Já com os EUA, os diplomatas americanos e o chanceler Celso Amorim se reúnem hoje para debater a situação.</p>
<p>A Casa Branca, porém, resiste em cortar a tarifa que hoje é de 54 centavos de dólares por galão. A medida é possível graças a um artigo no acordo da OMC que permite que países escolham produtos que ficam de fora de liberalizações. "Esse é o cupim no porão do prédio da OMC que ameaça todo o edifício", afirmou Jank.</p>
<p>Se o caso do etanol está difícil, o do açúcar é ainda mais complicada. Um navio e meio por ano. Esse é o volume que a Europa aceitará importar a mais do Brasil como resultado da Rodada Doha em termos de açúcar. O alerta é do setor privado brasileiro que destaca que a Rodada Doha oferecerá uma ampliação pequena para as exportações nacionais do setor.</p>
<p>Pela proposta européia, uma cota seria criada para que, em 2018, o acesso ao mercado da UE chegue a 650 mil toneladas. "Isso ainda precisará ser dividido entre todos os exportadores", comentou Jank.</p>
<p>No primeiro ano, a cota extra seria de 65 mil toneladas de açúcar. "Isso é uma gota perto dos 20 milhões de toneladas que o Brasil exporta hoje", disse Jank.</p>
<p>Para a UE, não há como abrir mais o mercado. Isso porque, com a queda dos subsídios nos últimos anos ao setor, 10 mil trabalhadores teriam sido demitidos, com cerca de 47 usinas de açúcar fechando suas portas. Na avaliação do governo brasileiro, essa redução ocorreu porque o setor europeu simplesmente não é produtivo.</p>
<p>Ontem, os países latino-americanos chegaram a um acordo sobre o comércio de banana com a Europa. O tema foi alvo de cerca de dez anos de disputas legais. O Brasil acatou o entendimento. Pelo acordo, a tarifa para a banana ficará em 148 por tonelada de produto em 2009, caindo para 114 em 2016.</p>
<p><strong>Força-tarefa tenta achar solução para Argentina</strong></p>
<p>A Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil e até Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tentam encontrar uma solução para acomodar a posição argentina na Rodada Doha. Buenos Aires deixou novamente claro ontem que não aceita o pacote proposto pela entidade. O problema central seria o número de setores industriais que poderiam ser declarados sensíveis.</p>
<p>O Mercosul também poderia ser chamado para que a distribuição dos setores sensíveis seja feita de uma forma que acomode os argentinos.</p>
<p>Uma das opções é criar um modelo que permita aos argentinos incluir um número maior de setores sob proteção, mas que sirva apenas para o Mercosul e não abra precedentes para que outros também peçam novas exceções. A Índia chegou a sugerir que o Brasil abra mão de setores que quer manter protegidos para permitir um acerto com a Argentina.</p>
<p>Por estarem em uma união aduaneira, Brasil e Argentina precisam adotar a mesma tarifa de importação. Para isso, precisam contar com uma política comercial e uma posição comum na OMC. O problema é que o Brasil já saiu em defesa do pacote que hoje está sobre a mesa e rompeu com a posição de Buenos Aires.</p>
<p>Jorge Taiana, ministro de Relações Exteriores da Argentina, afirmou ontem aos ministros na OMC que seu país não teria como aceitar o pacote. Horas antes, o diretor da entidade, Pascal Lamy, o chamou para uma conversa com a intenção de contornar a crise.</p>
<p>O chanceler Celso Amorim deu indicações de que o Brasil também fará um esforço para acomodar os argentinos. "O Mercosul está vivo. Faremos o que for necessário para ajudar a encontrar uma solução", afirmou.</p>
<p>O Mercosul tem o direito de manter 1.240 linhas tarifárias sob proteção. Uma das opções em debate seria a de permitir que os argentinos tenham um número maior de setores, mas que o total do Mercosul não seja afetado. Para isso, o número de setores protegidos no Brasil sofreria uma queda.</p>
<p>"Estamos acompanhando o que ocorrerá nessa negociação", garantiu Mario Marconini, diretor de Relações Internacionais da Fiesp. A entidade estaria disposta a rever o número de linhas tarifárias sob proteção.</p>
<p><strong>Itamaraty tenta minimizar críticas</strong></p>
<p>Nos bastidores, negociadores dizem que resultado obtido foi satisfatório</p>
<p>Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA</p>
<p>A perspectiva de a Rodada Doha chegar a um acordo final levou o Itamaraty a ensaiar, previamente, um discurso para desmontar as críticas de que as concessões na área industrial foram gordas demais para compensar ganhos tão pífios na área agrícola.</p>
<p>Na noite de ontem, enquanto os ministros de cerca de 30 dos 153 países da Organização Mundial do Comércio (OMC) tentavam chegar a um acerto, negociadores brasileiros defendiam que os resultados já alcançados são satisfatórios, uma vez que esta é apenas a segunda rodada multilateral a trazer a agricultura entre os seus temas centrais.</p>
<p>"Dizer que o preço do acordo foi alto demais é uma leitura de leigo, uma leitura errada de quem não tem interesse afim com a abertura comercial", afirmou um negociador. "A referência para nós, nessa Rodada, não é o que pagamos em termos de abertura industrial. Mas o fato de termos conseguido enormes cotas para os nossos produtores rurais."</p>
<p>O enunciado do negociador dá uma idéia do quanto o Itamaraty está propenso a esquecer as ambições do governo brasileiro e do setor do agronegócio nos últimos sete anos e justificar um acordo que não deverá trazer ganhos na área agrícola.</p>
<p>Essa dimensão foi compreendida pela Argentina, cujo governo resiste a aderir ao compromisso. Até ontem, a negociação caminhava para um compromisso dos países em desenvolvimento - ou seja, para o Brasil e seus sócios do Mercosul - de corte de 54% nas tarifas de importação de bens industriais, com margem de proteção para 14% das linhas tarifárias.</p>
<p>Na área agrícola, os Estados Unidos haviam prometido o teto de US$ 14,5 bilhões ao ano para os subsídios dados a seus agricultores, quando seus desembolsos nos últimos 12 meses ficaram em torno de US$ 7,5 bilhões. A União Européia aceitou o corte de 54% nas suas tarifas para produtos agrícolas, que chegam a 200%, mas com exceção para 4% das linhas tarifárias. Nessa faixa devem ser abrigados todos os produtos de interesse do Brasil e da Argentina, alguns dos quais seriam apenas beneficiados por cotas.</p>
<p>Em princípio, os europeus concordariam em aplicar tarifas de importação menores para as cotas anuais de 300 mil toneladas de carne bovina, 300 mil toneladas de carne de frango e de 650 mil toneladas de açúcar - nenhuma exclusiva para o Brasil. Está em negociação uma cota de 1,4 milhão de litros de etanol, o mesmo volume que estava na negociação do acordo de livre comércio UE-Mercosul, suspensa há dois anos.</p>
<p><strong>EUA trabalham por acordo rápido</strong></p>
<p>Diplomatas americanos pressionam por conclusão em Doha para que Bush consiga deixar legado positivo</p>
<p>Jamil Chade, GENEBRA</p>
<p>O governo americano pressiona por uma conclusão da Rodada Doha e coloca toda sua máquina diplomática em funcionamento para garantir que um acordo seja fechado nos próximos dias. O objetivo é claro: garantir que o presidente George W. Bush deixe o governo no fim do ano com ao menos um legado positivo.</p>
<p>Altos funcionários da Casa Branca ligaram para mais de 20 países nos últimos dois dias para insistir na necessidade de um acordo e convencer os mais reticentes. Entre eles, porém, está a Índia, que resiste a assinar qualquer entendimento e alega que o acordo afetará seus trabalhadores mais pobres.</p>
<p>O presidente Bush fez ao menos duas ligações ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, pedindo sua colaboração num acordo final.</p>
<p>Mas a barganha não se limita ao comércio. Os americanos garantem que vão apoiar a Índia no dia 1º de agosto em sua reunião crucial com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Os indianos precisam de um sinal verde no acordo de salvaguardas para poder implementar seu programa nuclear e importar urânio.</p>
<p>Segundo fontes do governo indiano, Washington garante que convencerá seus parceiros a apoiar a Índia. Mas precisa de um sinal positivo de Nova Délhi na Rodada Doha para que os demais países continuem dando apoio político aos indianos.</p>
<p>Na delegação americana que foi enviada a Genebra para negociar um acordo comercial, Washington incluiu o vice-conselheiro da Casa Branca para Segurança Nacional, Dan Page. O americano é assessor direto de Bush e, na maioria das vezes, apenas viaja acompanhando o presidente. Desta vez, passa mais de dez dias na OMC.</p>
<p>Se em Genebra o governo americano pressiona por um acordo, senadores em Washington já alertaram que a Casa Branca não tem mandato para negociar concessões no setor agrícola. Bush sabe, portanto, que terá dificuldades em casa para obter um sinal verde.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Após divergências, OMC estende negociações até quarta-feira ]]></title>
<link>http://mineiroinformado.wordpress.com/?p=230</link>
<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 15:15:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>METADATA</dc:creator>
<guid>http://mineiroinformado.wordpress.com/?p=230</guid>
<description><![CDATA[Em reunião neste sábado, o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em reunião neste sábado, o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, anunciou a continuidade dos trabalhos para alcançar um acordo de liberalização do comércio mundial até quarta-feira (30), segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters.</p>
<p>A retomada das negociações da rodada começou na segunda-feira (21) e estava programada para terminar hoje. Outra fonte, ouvida pela Reuters, no entanto, lembrou que não há uma data formal para o término das negociações da Rodada Doha. "O trabalho continua", disse à agência o porta-voz da OMC, Keith Rockwell.</p>
<p>As reuniões de trabalho de ontem terminaram com um tom positivo; o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil aceitou as medidas apresentadas por Lamy e considerou a medida um "grande passo" na direção de um acordo. Segundo ele, existe uma "convergência" entre os principais envolvidos nas negociações (Estados Unidos, União Européia, Índia, Japão, Austrália e China) "sobre vários números centrais para a agricultura e para os produtos industrializados". "Minha opinião sobre as chances de chegar a um acordo passaram de 50% a 65%."</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u424650.shtml">Entenda o que é a Rodada Doha</a></p>
<p>Durante o dia, e ao longo da semana, no entanto, surgiram preocupações e expectativas negativas. Lamy disse ontem que as negociações passavam por "um momento decisivo", e que estavam perto "do êxito ou do fracasso". Segundo ele, o progresso para se chegar a um acordo é "dolorosamente lento após quatro dias de negociações em nível ministerial". "O mundo não compreenderá se falharmos em agarrar essa oportunidade de concluir uma rodada que já tem muito sobre a mesa", afirmou.</p>
<p>Amorim ressaltou o caráter "crucial" das reuniões de ontem para saber se as negociações continuariam ou não e que era possível "imaginar um êxito, mas para isso é preciso ter muita imaginação".</p>
<p>Na quinta-feira, o comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, chegou a alertar para o "risco de um fracasso".</p>
<p>Ontem o diretor da organização <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426225.shtml">apresentou uma proposta</a> para tentar fazer os EUA reduzirem o teto de seus subsídios ao setor agrícola para cerca de US$ 14,5 bilhões --abaixo dos <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u424880.shtml">US$ 15 bilhões</a> propostos pela representante comercial americana, Susan Schwab. Uma fonte da delegação americana em Genebra (Suíça), no entanto, disse à Reuters que mais flexibilidade sobre esse valor dependeria da aprovação de um pacote contendo mais acesso aos mercados dos países em desenvolvimento.</p>
<p>"Considero que demos um grande passo hoje, mas não um passo completo, porque um dos membros do grupo ainda não concorda com o pacote de medidas", afirmou o Amorim --sem revelar o nome do país. De acordo com uma fonte diplomática, a Índia foi a principal voz dissonante na reunião de ontem.</p>
<p>Amorim também disse ontem que conversou na quinta-feira (24) com o presidente Luiz Inácio da Lula, que o teria orientado a "ser flexível, se outros países mostrarem flexibilidade e se o resultado final for favorável aos mais pobres". Para Amorim, as discussões ainda deverão demorar "dois ou três dias".</p>
<p>Mandelson, após a apresentação das propostas de Lamy, mostrou otimismo. "Acredito que a situação mostra-se positiva. Podemos ficar bastante esperançosos agora", afirmou. "O que está surgindo é um acordo que não é perfeito, não é lindo, mas é bom para a economia mundial e bom para o desenvolvimento."</p>
<p>O ministro de comércio da Índia, Kamal Nath, no entanto, falou em consenso, mas destacou que ainda não há nenhum acordo fechado. "Não há acordo, mas existem certas áreas de interesse. Em áreas que afetam o sustento e a segurança, que afetam a pobreza, não há acordo, não há consenso."</p>
<p><strong>Subsídios</strong></p>
<p>Apesar da proposta do diretor geral da OMC para uma redução do teto dos subsídios americanos à agricultura para US$ 14,5 bilhões, o Brasil esperava um teto de US$ 13 bilhões. A UE, por sua vez, teria de reduzir o teto de seus subsídios ao setor agrícola em 80%, para 24 bilhões de euros (cerca de US$ 37,7 bilhões), embora esse valor já esteja dentro do escopo das reformas já aprovadas pelo bloco europeu.</p>
<p>Lamy ainda propôs, segundo as agências de notícias, que cada país possa deixar de fora da liberalização 12% de seus produtos a exportação. Além disso, 5% podem ficar sem nenhum corte nos direitos aduaneiros. Nos textos em discussão até agora se contempla a possibilidade de os países em desenvolvimento definirem até 14% de 'produtos especiais', segundo o coeficiente escolhido.</p>
<p>A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u425401.shtml">cláusula contra a concentração</a>, pedida pela Europa para impedir que os países emergentes excluam totalmente da liberalização setores inteiros de sua indústria, poderá ser aplicada a 20% dos produtos a exportação ou 9% de seu volume de comércio.</p>
<p>O Mecanismo Especial de Salvaguarda, que permite a um país elevar as tarifas para se proteger de uma enxurrada de importações, poderá ser aplicado quando o volume de importações de um produto aumentar 140%. Os países em desenvolvimento poderão incluir até 4% de seus produtos a exportação na lista de produtos sensíveis, evitando corte muito alto dos direitos aduaneiros nestes itens.</p>
<p>Os países em desenvolvimento deverão cortar suas tarifas aduaneiras em um coeficiente que vai de 20 a 25 (quanto mais baixo o coeficiente, maior a redução).</p>
<p><strong>Álcool</strong></p>
<p>Um dos destaques das negociações de sexta-feira, quinto dia de reunião, foi a União Européia propor ampliar o acesso ao <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426065.shtml">mercado do álcool brasileiro</a> --embora isso não tenha gerado grande entusiasmo em Celso Amorim, disse o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, em seu blog sobre as negociações da OMC em Genebra.</p>
<p>A UE informou que ofereceu ao Brasil cota para a exportação de álcool, de 1,4 milhão de toneladas por ano até 2020. Segundo Bruxelas, o produto entraria com tarifa abaixo de 10% e a oferta significaria comércio de US$ 1,6 bilhão. No decorrer da semana, o Brasil colocou o álcool como questão fundamental para um acordo.</p>
<p>A Unica, representante dos produtores de açúcar, pediu para o governo brasileiro lutar por cota representando 10% do consumo europeu de álcool até 2020. Isso daria 2,8 milhões de toneladas de álcool, o dobro do que a UE ofereceu.</p>
<p><!--noindex--></p>
<div id="articleEnd">
<p><strong>Leia mais</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426400.shtml">Projeto de acordo na Rodada de Doha reduz ajudas agrícolas</a></li>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426316.shtml">Genebra deu grande passo na direção de acordo para Doha, diz Amorim</a></li>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426225.shtml">OMC pede a EUA nova redução em proposta de limite para subsídios</a></li>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426114.shtml">Rodada Doha passa por momento decisivo, diz OMC; UE alerta para fracasso</a></li>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426063.shtml">Diplomatas se queixam da inflexibilidade da Índia na Rodada Doha</a></li>
<li><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u425736.shtml">França se nega a assinar acordo sobre Doha nas atuais condições, diz Sarkozy</a></li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONFERENCE: 8th CIVICUS World Assembly on Civil Society]]></title>
<link>http://wecando.wordpress.com/?p=299</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 01:01:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andrea Shettle, MSW</dc:creator>
<guid>http://wecando.wordpress.com/?p=299</guid>
<description><![CDATA[The following email was circulated by Kumi Naidoo, Secretary General of CIVICUS, World Alliance for ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><i>The following email was circulated by Kumi Naidoo, Secretary General of CIVICUS, World Alliance for Citizen Participation</i></p>
<p>Dear Friends and Colleagues,</p>
<p>I am writing to extend a special invitation to you to participate in the 8th CIVICUS World Assembly, one of 2008's biggest and most dynamic events organised by and for civil society.</p>
<p>The <strong>8th CIVICUS World Assembly will take place in Glasgow, Scotland from 18-21 June 2008</strong> for the third and last time in this series. We hope that you will join us in Glasgow where civil society in all its diversity will debate how to achieve justice for all and will engage with each other as well as with governments, business and international institutions.</p>
<p>The overall theme of the conference will be "Acting Together for a Just World". This will be explored through the focus theme, People, Participation and Power.  We will hold 4 main plenary sessions, 2 tracks (Intelligent Funding and Media), 30 training and engagement workshops, breakout sessions, learning exchanges, a march and rally, networking sessions and film screenings, during which we hope to ignite a dynamic and inspiring exchange of views and lessons learned on improving global governance, strengthening civil society and empowering the poor.</p>
<p>Our main plenary sessions will include topics such as:</p>
<ul>
<li>People, Participation and Power – We the People…</li>
<li>Funding for Development: Innovation and Reform</li>
<li>Looking at the Social Responsibility of the Media</li>
<li>Engaging with International Governmental Organisations on an uneven playing field</li>
<li>Rethinking the Role of the Corporate Sector: Trade, Development and Human Rights<br />
Leadership: Inspiring Hope in an Age of Despair – The Elders</li>
</ul>
<p>Some of the presenters and organisations who have confirmed participation include:</p>
<ul>
<li>Mary Robinson, former President of Ireland, former UN High Commissioner for Human Rights and one of The Elders</li>
<li>Ela Bhatt, founding Chair of the Women in Informal Employment: Globalising, Organising (WIEGO) Steering Committee – The Elders</li>
<li>Archbishop Emeritus Desmond Tutu – The Elders (by video)</li>
<li>Pascal Lamy – Director General, World Trade Organisation</li>
<li>Douglas Alexander, Secretary of State, International Development, UK</li>
<li>Hina Jilani, UN Rapporteur for Human Rights Defenders</li>
<li>Alex Salmond, First Minister, Scotland</li>
<li>Salil Shetty, Director, UN Millennium Campaign</li>
<li>Bisi Adeleye-Fayemi, African Women's Development Fund</li>
<li>David Nussbaum, CEO, WWF UK</li>
<li>Representatives of United Nations Volunteers (UNV), the Nigerian Network of NGOs, the Global Compact and the International Association for Volunteer Effort (IAVE).</li>
</ul>
<p>An exciting development this year is the involvement of BBC World Service radio.  There will be four broadcasts from the World Assembly, including the World Have Your Say programme which will involve the participation of delegates and callers from around the world.</p>
<p>Please visit our website at <a href="http://www.civicusassembly.org">www.civicusassembly.org</a> for more information on the CIVICUS World Assembly or to register on-line. Alternatively, feel free to e-mail us at <a href="mailto:civicusassembly@scvo.org.uk">civicusassembly@scvo.org.uk</a>.</p>
<p>We sincerely hope that you will join us for this event and contribute to our quest to strengthen civil society for a better and more just world.</p>
<p>With my very best wishes and in solidarity,</p>
<p>Kumi Naidoo<br />
Secretary General<br />
CIVICUS: World Alliance for Citizen Participation<br />
<code><br />
<hr /></code><br />
Thank you to Ghulam Nabi Nizamani for forwarding Kumi Naidoo's email to We Can Do and other parties.  We Can Do is unable to respond to inquiries about this conference.  Individuals interested in learning more about the 8th CIVICUS World Assembly on Civil Society should <a href="http://www.civicusassembly.org">please consult the CIVICUS web site</a> at <a href="http://www.civicusassembly.org">www.civicusassembly.org</a> or contact the conference organizers directly.</p>
<p><b>Subscribe to We Can Do</b><br />
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]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[If you care about hunger, eat less meat]]></title>
<link>http://betterplaceorg.wordpress.com/?p=133</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 09:10:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>joanab</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Over the last 3 years the cost of basic food has risen by an average of 83% worldwide. This dramati]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;"><a href="http://betterplaceorg.files.wordpress.com/2008/04/beef.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-134" src="http://betterplaceorg.wordpress.com/files/2008/04/beef.jpg?w=130" alt="" width="130" height="117" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;">Over the last 3 years the cost of basic food has risen by an average of 83% worldwide. This dramatic increase is partly related to agricultural plots being used for the supply of the booming bio fuels energy market. Rising costs os staples such as rice and wheat have led to <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=11049284" target="_blank">unrest and violent protests</a> in some 37 countries, from Egypt and Ethiopia to the Philippines and Indonesia. In Haiti, thousands of demonstrators erected street barricades, demolished shops and forced the prime minister to resign. At least 5 people were killed, as were 24 in riots in Camerooon.</p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:#444444;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;">Following Dominique Strauss-Kahn, Director of the International Monetary Fund and Robert Zoellick from the World Bank, Pascal Lamy, Director General of WTO also <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7355949.stm" target="_blank">issued</a> a stark warning and called for a reorientation of development policies towards a focussed support of local agriculture.</p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:#444444;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;">Concerning the larger picture of the crisis I found an interesting <a href="http://www.monbiot.com/archives/2008/04/15/the-pleasures-of-the-flesh/" target="_blank">article</a> by Guardian columnist and author George Monbiot (via <a href="http://culturematters.wordpress.com/2008/04/15/the-global-food-crisis/" target="_blank">culturematters</a>). Quoting the World Bank he points out that “the grain required to fill the tank of a sports utility vehicle with ethanol … could feed one person for a year”. Read against the background of new environmental energy policies, such as Britains <a href="http://www.dft.gov.uk/pgr/roads/environment/rtfo/" target="_blank">Renewable Transport Fuel Obligation</a>, which obliges sellers of transport fuels to mix it with ethanol or biodiesel made from crops, it becomes obvious what a highly sensitive balance needs to be found between environmental, energy and food strategies.</p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#444444;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:16.8pt;text-align:justify;margin:0;">But Monbiot also points to another cause of the current food crisis: While this year 100 million tonnes of foodstuff will feed cars, 760 (!!!) million tonnes will be snatched from the mouths of humans to feed animals. With more and more of the world population developing a craving for meat, Monbiot reaches the conclusion that: "If you care about hunger, eat less meat."</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Wenn Sie sich um den Welthunger sorgen, essen Sie weniger Fleisch]]></title>
<link>http://betterplacede.wordpress.com/?p=156</link>
<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 14:39:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>joanab</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Innerhalb der letzten 3 Jahre sind die Lebensmittelpreise weltweit im Durchschnitt um 83% gestiegen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"><a href="http://betterplacede.files.wordpress.com/2008/04/beef.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-157" src="http://betterplacede.wordpress.com/files/2008/04/beef.jpg" alt="" width="130" height="117" /></a></p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;">Innerhalb der letzten 3 Jahre sind die Lebensmittelpreise weltweit im Durchschnitt um 83% gestiegen. Diese dramatische Steigerung ist zum großen Teil auf reduzierte Anbauflächen zurückzuführen, nachdem es für viele Produzenten lukrativer ist für den boomenden Biotreibstoffmarkt zu produzieren.</p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"> </p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;">In mittlerweile 37 Ländern, von Ägypten über Äthiopien bis zu den Philippinen und Indonesien, haben steigende Kosten für Grundnahrungsmittel wie Reis und Weizen zu <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=11049284" target="_blank">Unruhen und Protesten</a> geführt – alleine letzte Woche errichteten Tausende von Demonstranten in Haitis Hauptstadt Port-au-Prince Straßenbarrikaden, verwüsteten Geschäfte und zwangen den Regierungschef zum Rücktritt. Mindestens fünf Protestler kamen bei den Krawallen ums Leben.</p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"> </p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;">Nach Dominique Strauss-Kahn, Direktor des Internationalen Währungsfonds und Weltbank-Chef Robert Zoellick, <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7355949.stm" target="_blank">warnte </a>heute auch WTO Chef Pascal Lamy angesichts der sich zuspitzenden Lage vor bevorstehenden Massenhungersnöten und forderte eine Reorientierung der Entwicklungshilfe, hin zu einer fokussierten Unterstützung der Landwirtschaft.</p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:16.8pt;margin:0;">In diesem Zusammenhang ist auch der <a href="http://www.monbiot.com/archives/2008/04/15/the-pleasures-of-the-flesh/" target="_blank">Artikel</a> von Guardian Kolumnist und Autor George Monbiot (via <a href="http://culturematters.wordpress.com/2008/04/15/the-global-food-crisis/" target="_blank">culture matters</a>) über die globale Nahrungsmittelkrise von Interesse. „Der Weizen, der benötigt wird um einen Geländewagen zu betanken, kann einen Menschen ein ganzes Jahr ernähren", zitiert Monbiot einen Weltbank-Report. Und das vor dem Hintergrund, dass seit dieser Woche in Großbritannien die <a href="http://www.dft.gov.uk/pgr/roads/environment/rtfo/" target="_blank">Renewable Transport Fuel Obligation</a> in Kraft getreten ist, der zufolge 2.5% aller verkauften Treibstoffe aus erneuerbaren Energiequellen stammen müssen.</p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"> </p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;">Monbiot verweist aber auf noch eine weitere Ursache für die Lebensmittelkrise: Dieses Jahre werden 100 Millionen Tonnen Lebensmittel in Biotreibstoffe verwandelt. 760 Millionen Tonnen (!!!) werden dagegen verwendet um Tiere zu füttern. Nachdem die fleischessende Weltbevölkerung ständig anwächst kommt Monbiot zu dem Schluß: "Wenn Sie Sich um den Welthunger sorgen, essen Sie weniger Fleisch”.</p>
<p style="line-height:16.8pt;margin:0;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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